Este artigo foi escrito por ocasião do NUTAU´96 TECNOLOGIA – ARQUITETURA – URBANISMO – Seminário Internacional, o tema do encontro foi a Qualidade dos Edifícios e das Obras Urbanas. Este trabalho apresenta a metodologia e a experiência piloto da recuperação da laje plana do edifício da FAU-USP no final do ano de 1994, como arquiteto e sócio da empresa responsável pelas obras realizamos a recuperação o primeiro módulo da cobertura e posteriormente recuperamos mais quatro módulos.



QUALIDADE DAS COBERTURAS PLANAS
ESTUDO DE CASO – EDIFÍCIO FAU-USP -CUASO [1]
Autores:
IVAN SILVIO DE LIMA XAVIER – Arquiteto. Mestrando do curso de Pós-Graduação FAU-USP, diretor da Xavier e Haddad Projetos e Construções Ltda. Av. Dr. Cândido Mota Filho, 102. Tels. 055-011-268.7162 Fax 055-011-268.6652 S. Paulo – Brasil.
JOÃO ROBERTO LEME SIMÕES – Arquiteto, Professor Dr. da FAU-USP – Departamento de Tecnologia da Arquitetura, pesquisador do NUTAU/USP e Presidente da FUPAM. Rua do Lago, 876, CUASO. Tels. 055-011-814.0829/45.71 Fax 055-011-818.5032 S. Paulo – Brasil.
Resumo:
No ano de 1994, após uma série de reuniões e avaliações, contando com a aprovação pelo CONDEPHAT e FUNDUSP, procurou-se através de uma primeira experiência, face a complexidade do problema técnico, diagnosticar e resolver as infiltrações na laje plana da cobertura do edifício da FAU-USP, construído em 1969. Esta laje em grelha, de concreto armado aparente, revela a ousadia do sistema estrutural concebida pelo arq. Vilanova Artigas e pelo esc. Figueiredo Ferraz. A mesma apresentava de maneira generalizada, acentuado processo de degradação com níveis de oxidação das armaduras e carbonatação do concreto, provocados pelos vazamentos da laje resultando patologias e comprometimentos estéticos pela sua péssima aparência visual. Para isto vários pormenores contribuíram como: carência no detalhamento do projeto, insuficiente declividade adotada, acentuada deformação do concreto e inexistência de isolamento térmico. Objetivando-se solucionar o problema, técnicos do FUNDUSP realizaram infrutiferamente vários reparos os quais vieram a comprometer ainda mais o processo de degradação. Visando sanar estas patologias a diretoria da FAU-USP, assessorada por professores e técnicos da área propuseram a realização de uma experiência piloto contratando empresa especializada para a execução de serviços vinculados à retirada das camadas de enchimento, recuperação das trincas e fissuras com adoção de argamassa especial, impermeabilização por meio de processo de cristalização e pintura elastomérica. Além da ênfase destes elementos, o trabalho aborda: Introdução e Aspectos Históricos do edifício e sua cobertura; bem como as Patologias construtivas diagnosticadas e propostas de Terapias por meio de técnicos especializados. Aborda os serviços externos propostos e executados no que tange a “preparação das superfícies, reparos localizados e superficiais nas áreas da cobertura e proteção de sua laje”. Aborda também os serviços executados na parte inferior – região das vigas estruturais em “V” e abas dos domus. Os resultados técnicos obtidos e conclusões encerram o trabalho, com recomendação técnicas para enfrentar os desafios das patologias nas coberturas planas impermeabilizadas tanto na fase dos projetos como na execução das obras; bem como subsidiar novas e importantes experiências a serem realizadas para a melhoria da qualidade. As referências bibliográficas citadas subsidiaram e complementaram os elementos para a elaboração deste trabalho.
[1] Trabalho apresentado no NUTAU´96 – TECNOLOGIA – ARQUITETURA – URBANISMO – Seminário Internacional.







